sexta-feira, 15 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Justiça determina quebra do sigilo eletrônico do atirador Wellington

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou hoje a quebra do sigilo eletrônico de Wellington Menezes de Oliveira, responsável pela morte de 13 crianças na semana passada em uma escola, em Realengo, no Rio de Janeiro.
A decisão da juíza Alessandra de Araújo Bilac obriga o Google a repassar informações de Oliveira para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
O objetivo da investigação é encontrar possíveis colaboradores, diretos ou indiretos, de Wellington no crime. Para isso, os investigadores irão rastrear sua conta de e-mail e seu perfil no Orkut – rede social pertencente ao Google.
Antes de sair de casa para praticar o crime, Wellington incendiou seu computador em uma tentativa de destruir seus arquivos. A polícia trabalha agora tentando restaurar o HD.
Segundo a juíza, diante da gravidade dos fatos, “há a necessidade de vasculhar os vestígios virtuais junto à empresa Google do Brasil, para conseguir mais informações sobre Wellington, e quaisquer outras pessoas que tenham participado do fato e os motivos que o levaram a cometê-lo".
A juíza deu duas horas de prazo para o Google retornar as informações a partir do momento que receber a intimação.
Déficit em TI chega a 92mil
SÃO PAULO – Um estudo da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) projeta para este ano um déficit de quase 92 mil profissionais de TI.
Segundo levantamento da entidade, as empresas de tecnologia têm a perspectiva de contratar 34 mil profissionais de tecnologia em 2011. Dessas posições a serem preenchidas, 70,2% ocorrerão na região sudeste, 18,5% no centro-oeste, 8,98% na região sul, 2,18% no nordeste e 0,12% na região norte do país.
Para a entidade, esse volume de contratações demonstra uma significativa carência de mão-de-obra no setor de TI brasileiro. “O país precisa enfrentar o desafio de formar profissionais capacitados, com conhecimento da língua inglesa, para, então, incorporar cerca de 750 mil novos profissionais ao mercado, de forma a alcançar a meta de aumentar em 50% o peso relativo do setor de Tecnologia da Informação no PIB até 2020, avalia a Brasscom.
Enquanto entre 2003 e 2005 havia mais especialistas em tecnologia do que oportunidades nas companhias brasileiras, a partir de 2006 o segmento passou a conviver com a escassez de pessoal. Nesse ano, as empresas acumulavam mais de 10 mil vagas não preenchidas, número que mais do que dobrou em 2007 (22,7 mil postos em aberto).
Em 2010, chegou a preocupantes 71,4 mil, já com a previsão de que em 2011 seja ainda maior, conforme a estimativa da Brasscom Mantendo-se o cenário atual, a associação acredita que o déficit de trabalhadores do segmento poderá chegar a 200 mil em 2013.
De acordo com a entidade, o “apagão de TI” envolve os seguintes cargos: analistas/ projetistas, desenvolvedores/programadores/implementadores, coordenadores/gerentes/diretores e consultores, além de estagiários da área.
Os dados da pesquisa são provenientes de entrevistas feitas pela associação com os seus associados, com base em projeções do Observatório Softex, em dezembro de 2010.
Oportunidade de emprego é o que não falta em empresas de TI. No entanto, essa fartura de posições, que poderia ser positiva para os profissionais da área, na verdade é resultado de uma grande crise do setor no país.
Os profissionais culpam os baixos salários oferecidos pelas companhias. Consideram os valores muito baixos e incompatíveis com as muitas exigências feitas pelas companhias em termos de qualificação.
Os empregadores, por sua vez, negam que remunerem mal seus colaboradores de TI. Alegam oferecer valores compatíveis com o mercado. Atribuem a dificuldade em contratar profissionais a uma valorização excessiva da área. Falam em "inflação de salários". De quebra, reclamam da falta de qualificação dos candidatos.